MARIANA DE CASTRO

"Durante a história da Arte a mulher sempre foi vista como um objecto, sujeito passivo de ser representado, sobretudo por homens artistas. A mulher sempre foi representada como mais próxima da Natureza, no entanto o seu papel na sociedade é o de reclusa, de mulher, mãe, dona de casa. "

 

Mariana de Castro

Nasci no Porto, Portugal em 1980 e desde que me lembro me interesso por Arte. Amo desenhar, pintar e fazer todo o tipo de artes manuais. Uma das minhas memórias mais antigas, surge por volta dos meus 7 anos de idade, na escola. Os meus colegas estavam sempre a pedir-me para desenhar. Outra das minhas paixões de infância é a fotografia. Recordo-me dos meus pais me pedirem para ser eu a tirar as fotografias de família. Eles achavam que as fotografias eram fantásticas. No meu 10º aniversário, ofereceram-me a minha primeira máquina fotográfica, uma Polaroid. Eu levava a máquina para todo lado, até mesmo para a escola. Desde aí que não consigui parar de fotografar. Aos doze anos, entrei no Estúdio de Arte de Macedónia Freitas Pereira, uma artista portuguesa com formação na Royal College of Art (Londres), que frequentei até 2005. Ela foi a minha mestre, ensinou-me a desenhar, a pintar e mostrou-me o mundo da Arte. Fiz a Licenciatura em Pintura, na Faculdade de Belas Artes Universidade do Porto (www.fba.up.pt). Durante este período fui bolseira no programa Erasmus, por um ano na Faculdade de Belas Artes de Atenas, na Grécia (http://www.asfa.gr/). Durante esta formação, obtive 20 valores na disciplina de Pintura. Esta foi a minha primeira experiência fora do país e fez-me crescer imenso como pessoa, bem como artista. Depois de me formar, trabalhei em curadoria na Galeria Hecodecor, em Esposende, Portugal (2007 - 2009). Entretanto, ensinava Arte à geração mais nova no meu estúdio e desenvolvia a minha actividade como Artista, participando em exposições. Em 2009, decidi ir para Londres, fazer o Mestrado e escolhi a Wimbledon College of Art (www.wimbledon.arts.ac.uk). Foi um sonho tornado realidade. Este período foi fantástico, mas também o mais difícil. Londres era tudo o que estava à espera e ainda mais. Sentia que todos os dias aprendia e fazia mais do que num ano no Porto. Fiz amizades para a vida com alguns colegas e tutores. Quando voltei para Portugal, senti a necessidade de criar algo novo. Foi então que decidi fundar um estúdio e uma galeria de Arte dedicada à geração emergente. Em 2010, nasceu a Galeria Metamorfose, um espaço onde os jovens podem iniciar as suas carreias artísticas. A Metamorfose é também um local para workshops, performances, seminários, eventos, street art e muito mais, o que se tornou algo novo. Não existia nenhum espaço com este conceito, no Porto. Neste momento, eu sou a curadora, a directora artística da Galeria, e também ensino arte a todas as gerações. Para além disto tenho o meu atelier na Metamorfose . Entretanto, tenho vindo a expor o meu trabalho em Portugal, Grécia, Reino Unido, França, Espanha e Argentina.

 

Sobre o meu trabalho acredito que é uma nova abordagem de cultura popular. Através do processo de globalização, exploro um retorno às origens, às minhas origens… à origem do mundo. O processo do meu trabalho emerge através duma viagem ao passado. Procurando forma, objectos, corpos, faces, expresses, espaços… desta forma, pretenso mostrar que o uso de objectos reciclados não tem só carácter formal, ou decorativo, tem mais que isso, tem potencial físico e cognitivo. Estes materiais são escolhidos através de uma conecção que crio com eles, uma espécie de ponte energética entre mim e eles, entre passado e presente. Adiciono simbologia e misticismo, através de uma procura do conhecimento ancestral, como por exemplo da alquimia. Numa linguagem única abranjo as minhas experiências. Do contacto da natureza através da arte e contrastando a sexualidade da moda e dos média, numa espécie de um novo "Adão e Eva", trabalho de forma discreta e serena, uma espécie de publicidade satírica, uma doce ironia que apimenta as mentes humanas, fazendo-as procurar várias realidades que se encontram dentro delas, no seu subconsciente. As imagens que crio estão carregadas de símbolos e sentimentos, mostrando movimentos e momentos, como uma imagem em pausa de um filme. Em relação à técnica, estes trabalhos são maioritariamente feitos em pintura sobre tela, mas utilizo também fotografia, gravura, instalação… de uma forma muito precisa, detalhada e feminina de abordar as coisas.

 

'Cosmos' acrylic on wood o30cm

'I had a dream' 2015 acrylic on canvas 80x120cm

'Misplaced I' 2015 mixed media 30x30cm

'White Snow' 2014 acrylic on canvas  80x120cm

OBRAS

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© BORDERLAND 2016

Mara Alves PortugArt Founder

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