Nasceu em 1971, em Vila Nova de Gaia.

 

Licenciado em Artes Plásticas - Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

Encontra-se representado em Portugal em várias galerias.

 

Realiza exposições individuais e coletivas, desde 1999, em diversas galerias nacionais e internacionais.

 

O trabalho de Nuno Raminhos consiste, a nível formal, numa fusão de diversos domínios de interpretação e representação, tornando-se uma pintura híbrida, deslocada em relação aos cânones académicos e propícia à discussão. Trata-se de um processo em que o autor põe em plano de equivalência figurativa linguagens populares (técnicas pictóricas, estilos e motivos icónicos do discurso da Banda Desenhada) e eruditas (citações retiradas da história da pintura).

 

A obra deste artista constitui um pequeno contributo para a redefinição do conceito de objectividade na vertente significante das figuras representadas, ao construir-se a partir de clichés que subverte, reinventando-os num novo universo simbólico, tornando-os volúveis no que toca à objectividade do conteúdo conceptual.

 

Podemos referir que o conceito de subjectividade é igualmente alvo de uma redefinição na pintura de Nuno Raminhos, pois estamos perante um tipo de trabalho que poderá levantar algumas questões relativamente à sua autoria e originalidade. Estes são os aspectos que poderão suscitar maior reflexão na análise das suas obras.

 

A execução destes trabalhos tem como ponto de partida uma manobra lúdica cujo principal contorno é a simulação. Com a intenção de se divertir, o autor cria uma pintura aparentemente “artificial”, formada por motivos preexistentes e técnicas gráficas vincadamente impessoais.

 

Uma das características mais relevantes no trabalho de Nuno Raminhos, ainda no âmbito da subjectividade, é o universo infantil que marca definitivamente a sua pintura, pelo recurso a motivos pictóricos provenientes deste tipo de literatura e da Banda Desenhada.

 

Esta forma de olhar o mundo é assim fundamentada pelas palavras do próprio autor: “As minhas recordações da felicidade infantil são retratos traumáticos de um tempo perdido para sempre. As minhas pinturas delicadas são trespassadas pela ilusão de infância e inocência, de uma existência fácil e protegida”. Deste modo, torna-se fácil compreender que os estímulos do autor provenham de fontes visuais recheadas de fantasias, sonhos e optimismo, para darem forma ao seu imaginário.

 

Arriscando um breve apontamento sobre o carácter subversivo presente na obra de Nuno Raminhos, podemos afirmar que para além do desenvolvimento de uma pintura aparentemente “artificial”, como atrás referimos, outros são os aspectos a apontar, tais como:

 

  • esbatimento de fronteiras entre manifestações pictóricas provenientes da

cultura popular e erudita;

  • representação do incoerente, negligenciando qualquer tipo de unidade visual

tradicional;

  • recriação de significados para motivos preexistentes.

 

A “força optimista” que é fácil depreender da pintura de Nuno Raminhos no recurso às cores vibrantes, à linha escura que contorna o desenho dos personagens (vincando a sua presença), não esquecendo as expressões e emoções que estes parecem transmitir, permite-nos olhá-la como uma pintura eminentemente “positiva”.

OBRAS

"He got a fight" acrylic on canvas 130x110cm

"Omnipotência" acrylic on canvas 180x100cm

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NUNO RAMINHOS

© BORDERLAND 2016

Mara Alves PortugArt Founder

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